Senado realiza sessão especial para lembrar os 500 anos da Reforma Protestante

Durante a solenidade, religiosos e senadores enfatizaram a luta de do monge Martinho Lutero pela educação e a igualdade no século XVI

Coral da Igreja Presbiteriana de Brasília durante a solenidade no Senado [Foto: Agência Senado]
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Em sessão especial nesta segunda-feira (30), o Senado Federal celebrou os 500 anos da Reforma Protestante, movimento iniciado em 31 de outubro de 1517, quando o monge agostiniano Martinho Lutero afixou 95 teses que criticavam a conduta da Igreja Católica na porta da Igreja de Wittemberg, na Alemanha.

A sessão foi presidida pelo senador José Medeiros (Pode-MT), e contou com a participação da senadora Ana Amélia (PP-RS). Cristóvam Buarque (PPS-DF) enviou uma mensagem de homenagem intitulada “Lutero: ética, inteligência e coragem”.

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O evento teve apresentação do coral da Igreja Presbiteriana de Brasília e a presença de representantes de diversas igrejas. Entre eles Armando Maurmann (Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil), reverendo Juarez Marcondes Filho (Supremo Concílio da Igreja Presbiteriana do Brasil), José Inácio Ramos (Instituto Presbiteriano Mackenzie), Dalcido Gaulke

SESSÃO
Durante a solenidade, religiosos e senadores enfatizaram a luta de Lutero pela educação e a igualdade.

— Lutero foi um visionário porque há 500 anos ele defendia que a mudança da sociedade viria a partir da educação  — disse a senadora Ana Amélia (PP-RS).

Dalcidio Gaulk, pastor Sinodal da Igreja Luterana, lembrou que uma das grandes contribuições de Lutero foi a defesa da livre interpretação da Bíblia, até então restrita a membros do clero:

— Comemorar é recordar e festejar em conjunto. O grande presente dessa comemoração que estava dentro desse embrulho da Reforma é o próprio evangelho do nosso senhor Jesus Cristo, que até ali não era acessível para o povo, para as pessoas que tinham sede da palavra de Deus. O grande legado é palavra de Deus e a alfabetização para que homens e mulheres pudessem ler a sagrada escritura — defendeu.

O pedido de realização da sessão foi dos senadores José Medeiros (Pode-MT) e Paulo Bauer (PSDB-SC), além de outros 11 senadores assinantes. Segundo eles, a atitude de Lutero deu início a um “movimento que transformou, desde então, a forma de pensar de grande parcela da sociedade”.

— A Reforma sugeria um novo posicionamento do homem diante de si mesmo e do mundo — apontou Medeiros durante a sessão.

REFORMA
As 95 teses de Lutero criticavam, entre outros pontos, a deturpação do evangelho, a venda de indulgências, a corrupção, o enriquecimento ilícito e o celibato clerical da Igreja Católica. Elas deram origem a um movimento de ruptura que levou à criação de uma nova religião cristã, o Luteranismo, identificado como um movimento protestante em relação ao Catolicismo. Segundo o secretário-executivo do Supremo Concílio da Igreja Presbiteriana do Brasil, reverendo Juarez Marcondes Filho, o termo  era usado originalmente de forma pejorativa, mas  logo se transformou em sinônimo de “verdade”.

— Protestante é um nome que muito nos honra. Ser protestante é atestar a favor de alguma coisa. Protestantismo nasce com objetivo de atestar a favor da verdade, a favor da palavra de Deus, contrariando o pensamento da Igreja Católica que à época havia se afastado da verdade — disse Marcondes Filho.

O movimento protestante ganhou grandes proporções se espalhando pela Europa e, deu origem às Igrejas Anglicana, na Inglaterra; e Calvinistas, na França e na Suíça.  Mais tarde surge também a Igreja Metodista, no Reino Unido, e às Pentecostais e Neopentecostais, que se popularizaram nos Estados Unidos e no Brasil.

Por: Gomes Silva
Redação: Consciência Cristã News
Com informações da Agência Senado

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