Nos 500 anos da Reforma: Joana de Navarra a princesa da Reforma Protestante

Realmente há pouca menção da participação feminina não apenas na história da Reforma, mas em toda história da Igreja Cristã. Porém, elas foram importantes e estiveram ativas em cada momento da Reforma.

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São milhares de textos falando sobre Martinho Lutero e suas 95 teses e os efeitos da Reforma protestante na Alemanha e na Europa. João Calvino e John Knox também são lembrados como homens geniais e corajosos. Mas, qual foi o papel da mulher no andamento da Reforma protestante? Em geral a mulher não é notada nas narrativas históricas do mundo. Eu não estou aqui para uma narrativa pró feminista, longe disso. Mas é notável o papel da mulher na história da Igreja Primitiva e na Reforma Protestante. Nos 500 anos comemorativos, esse texto vai ser diferente, pretende resgatar um pouco da contribuição feminina para Reforma.

Joana de Navarra, filha da Princesa Maragarida de Navarro

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Que mulher sensacional foi Joana de Navarra, a princesa da Reforma Protestante. Filha da princesa Margarida de Navarra irmã do Rei Francisco I – 1515 a 1560 D.C. Ela impactou a Reforma protestante e colocou a importância da mulher na história da Reforma. Ela foi uma árdua defensor e auxiliadora dos reformadores e teve um papel relevante para a divulgação de suas doutrinas. Não somente isso, conseguiu livrar vários reformados das garras da morte do catolicismo romano.

Seu nome em Frances era Jeanne D’ Albret .Em 1560 Joana fez sua profissão de fé e publicamente se tornou reformada e inimiga a Contra-Reforma. João Calvino afirmava que ela merecia mais seus elogios do que suas exortações. Mesmo na corte francesa, Joana fazia questão de realizar seus cultos em seus aposentos, com as portas abertas.

Com a morte de seu esposo em uma guerra religiosa,ela exerceu o controle exclusivo de Béarn e em resposta ao Rei da Espanha,Filipe ll,que exigiu dela abrir mão de sua política religiosa,pois não toleraria o calvinismo tão perto dos seus súditos, ela declarou:”Embora eu seja uma pequena princesa,Deus me deu o governo desse país para que eu possa governá-lo segundo o seu evangelho e ensinar suas leis.Eu confio em Deus que é mais poderoso que o ”Rei” da Espanha”.

Joana foi pressionada e ameaçada pelo Papa Pio lV que mandou embaixadores com ameaças e ordens para que ela restabelecesse a Igreja romana.Ao que ela respondeu que a autoridade do papa não era reconhecida em seu país. Corajosa e de forte convicção, não abriu mão dos valores da fé reformada, podendo perder a própria vida.

Joana chamou para seu país os homens mais sábios da Reforma. Theodoro Beza enviou mais doze ministros para lá pregar o evangelho. Suas ações efetivas foram: O confisco dos bens da igreja Católica e sua distribuição aos pobres, abolição das procissões públicas, retirada das imagens e supressão da missa. Seu feito mais notável e permanente, porém, foi a fundação de uma faculdade em La Rochelle, considerada a capital da França Huguenote, para ser um seminário de piedade e um centro de formação do ministério sagrado. Isso acelerou ainda mais o processo da reforma.

Joana de Navarra serve de inspiração para as mulheres da cristandade no Brasil. Uma mulher que sabia seu lugar na história, que ajudou na expansão do evangelho na França e não teve medo das ameaças romanas. Não deixou de ser mãe, mulher e feminina. Hoje num tempo que mulheres querem superar os homens com discursos de ódio por impulsos ideológicos, este exemplo serve como luz. Deus ama as mulheres e como Joana de Navarra foi auxílio, socorro para os reformadores, assim é o papel de toda mulher cristã, auxílio para obra do Senhor.

Sola Scriptura

Por Heuring Felix Motta
Colunista da Revista Consciência Cristã

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