Porque essa gente é incômoda? Uma análise do artigo escrito por J. R. Guzzo publicado pela Veja

Pastor da Paraíba refuta colocações em artigo da Veja e diz que o fato não é uma guerra de classes como colocado pelo articulista, mas uma briga ideológica no centro de tudo e que a grande questão é que esta briga ideológica não afeta apenas os pensamentos, mas afeta a vida prática em sociedade!

José Roberto Guzzo diz que a 'fé evangélica', em grande parte, é composta do 'tipo moreno', ou 'brasileiro', que vem sendo visto com crescente horror pela gente bem do Brasil. [Foto: Arquivo da Veja]
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A cosmovisão afeta nossa forma de enxergar o mundo pois nos faz julgar tudo a partir de nossos pressupostos culturais, sociais e ideológicos. Nós cristãos, acreditamos que a correta visão da realidade vem a partir dos óculos da cosmovisão cristã e é a partir deste enfoque que vamos tirar uma radiografia do artigo “Essa gente incômoda” da revista Veja escrito por J. R. Guzzo. Podemos nos fazer a seguinte pergunta: “Porque essa gente é incômoda?” E analisar o artigo para responder com uma cosmovisão bíblica acerca do problema.

Primeiro quero indicar aqui que nem tudo afirmado no artigo da Veja reflete a fé de todos os evangélicos de nosso país, mas reflete a partir da visão crítica de alguém um pacote que ao nosso ver chamamos de evangelicalismo. Este pacote evangélico no nosso país nem sempre reflete os interesses da sagrada Palavra de Deus e o que de fato os cristãos bíblicos pensam a respeito dos assuntos mais diversos da vida em sociedade. Vamos analisar a ideia do artigo de modo a equilibrar a visão apresentada com aquilo que acreditamos ser a realidade bíblica do problema e acrescer uma cosmovisão bíblica as afirmações do artigo.

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O artigo começa assim:

“Quem é contra a liberdade de religião no Brasil? Mais gente do que você pensa, com toda a certeza, embora quase ninguém vá dizer isso em público, é claro — provavelmente não dirá nem mesmo no anonimato de uma pesquisa de opinião. Mas é preciso ser realmente muito bobo, ou muito hipócrita, para achar que está tudo em ordem com a liberdade religiosa no Brasil quando as nossas classes mais altas, que também se consideram as mais civilizadas, sentem tanto desprezo, irritação e antipatia pela religião que mais cresce no país. ”

O grande fato é que existe sim uma “guerra fria” neste contexto em nosso país, mas que nem sempre é uma classe contra outra, pois sabemos que em muitos círculos ditos cristãos existem assuntos muito divergentes e que causam certa perseguição até mesmo dentro dos círculos evangélicos.

O artigo expressa que esta perseguição vem dos ditos mais ricos, mais instruídos, mais viajados, mais capacitados a discutir política, cultura e temas nacionais e que são vendidos pela mídia comum como sendo os esclarecidos, liberais, intelectuais, modernos, politizados, sofisticados e portadores de diversas outras virtudes. Ele afirma que toda a esquerda nacional, por definição, está aí dentro e alguns direitista e de centro que não se misturam com o “povão”. Entendo a tentativa do autor de explicar a visão comum de um grupo a respeito do outro, mas existem muitos evangélicos capacitadíssimos a discutir política, cultura, temas nacionais e que são viajados, estudados, esclarecidos e portadores de diversas virtudes, portanto, esta divisão não é real, mas uma imagem criada a partir de um estereótipo e isso deve ser levado em consideração em nossa análise.

O que percebemos é que o fato não é uma guerra de classes como colocado no artigo, mas uma briga ideológica no centro de tudo! A grande questão é que esta briga ideológica não afeta apenas os pensamentos, mas afeta a vida prática em sociedade! A vida social é regida pelas leis e estas têm sua base de origem na moral judaico-cristã em sua maioria, como este é o foco do ataque, as pessoas que hoje detêm o poder de influenciar e decidir estão tentando redesenhar estas leis a partir de uma linha da moralidade própria, que contradiz a moral comum da maioria da população que é cristã ou não, mas que está arraigada em uma cultura fortemente influenciada por uma moral judaico cristã! O artigo erra ao simplificar a questão como se fosse uma briga de classes. Na realidade, é uma tentativa de um grupo pequeno de intelectuais que está no poder ao redesenhar a moral de uma sociedade! O grande fato não é que você incomoda por ser evangélico, mas você incomoda por possuir uma moral judaico-cristã. Esta moral judaico-cristã é uma questão de civilização ocidental e não de religião evangélica pois nem todos os grupos evangélicos possuem esta moral e muitos já se contaminaram com ideologias mundanas e sem nenhuma base bíblica. Muitos evangélicos já estão corrompidos, ou nunca se converteram a uma vida cristã moralmente santa.

O ataque não é do “evangélico” conservador contra os intelectuais, mas é um ataque dos intelectuais a base da civilização judaico-cristã com a tentativa de redesenhar o moral de nossa civilização. A reação natural é que a cultura resiste de modo visivelmente organizado nos meios religiosos a partir da moral comum que se identifica com a moral bíblica.

O autor acerta no momento em que afirma que o ataque é com vistas a transformar o povo evangélico em vilões retrógrados e que se levantam contra o progressismo. Muitos dos ataques, são tentativas de vincular o nome evangélico à corrupção, intolerância, violência e etc., como se fossemos um tipo de estado islâmico brasileiro. Isso sim é fato, mas repito que tudo isso se explica não em uma guerra de classes, mas numa tentativa de demonizar a cultura judaico-cristã que está arraigada com mais força nos meios evangélicos que crescem a cada dia e que nem por causa disso santificam nossa cultura. Infelizmente o número evangélico que cresce não representa um aumento da moral de nossa nação, pois a corrupção é vista a olhos nus em muitos dos que se dizem cristãos com pequenos atos de corrupção. O que tem crescido, e este é o foco de ataque de muitos progressistas conforme afirmado no artigo, é a massa dos evangélicos nominais que são manobrados por líderes mal-intencionados e que não representam o cristianismo bíblico que muitos professam em igrejas sérias. Estas massas são manobradas por estes líderes em virtude de seus egos inflados e desejos de angariar popularidade “santa” e tirar do poder os que hoje estão no poder e que são chamados pelo artigo como a gente de bem intelectual.

O que em minha opinião acontece, é uma guerra fria de dois grupos: de um lado os socialmente influentes e progressistas que manobram a mídia para se manter no poder e inserir na cultura sua agenda de progresso, do outro lado, líderes que usam a base judaico-cristã da sociedade para se promover como defensores dos bons costumes, mas que na realidade desejam ganhar mais poder de influência e que se conseguem, implantam a ditadura religiosa que tanto sonham. É a velha guerra dos que mamam contra os que querem mamar e cada um usa seus argumentos para isso: o progressismo ou o conservadorismo.

O que venho a partir de tudo isso afirmar? Não podemos colocar uma religião nominalmente em um pacote, pois nem todos lutam igualmente e com as ferramentas biblicamente corretas na busca pela verdade. O que acontece é que o evangelicalismo tem sido manobrado por grupos que desejam mais o poder do que a verdade, e isso tem dado muita munição para os que querem destruir a cultura e a imagem de Cristo e das Escrituras. O ataque no fim não é contra a religião, mas contra os fundamentos de uma civilização, e para destruir estes fundamentos tem se utilizado dos erros de uma cultura evangélica destituída de verdade bíblica e prática piedosa. Quero chamar aqui em particular esta massa evangélica sem base bíblica e de vida de “evangélicos de massa”.

A partir dos erros desses “evangélicos de massa” manobrados por interesse de alguns, o grupo progressista tenta vender a imagem de que todos os que se levantam contra algo com um argumento moral é na realidade do grupo dos “evangélicos de massa” e assim criam um medo do “povo” de apoiar aquilo que é moralmente básico de nossa sociedade. Desta forma eles conseguem descontruir tudo. O cerne da questão é o uso dos “evangélicos de massa” como ferramentas ou espantalhos, como meio de descontruir a base moral de nossa cultura de modo que alguém será culpado no final de tudo e estes serão o próprio povo evangélico radical, conservador, homofóbico, facista e por aí vai.

Ele conclui o artigo afirmando que o povo evangélico é um problema sem solução para os progressistas, mas na realidade o problema, para eles não é o povo evangélico, mas a base forte da moralidade judaico-cristã que está arraigada em nossa sociedade e cultura brasileira e que tem resistido a cada dia as investidas de um pequeno grupo progressista que tem perdido seu poder nos lugares de influência onde estavam.

Biblicamente falando o problema do ser humano não é político, mas espiritual pois como afirmado em Romanos 1 o homem se perde em seu raciocínio pois esqueceu de Deus como linha moral que define tudo e todos. Os homens estão em estado de rebeldia natural contra Deus independente de classe social, ideológica, política. O cerne do problema humano é o coração e isso todos nós temos em nosso peito independente de que lado você esteja.

Pr. Lázaro Leyson Guimarães Oliveira
Igreja Batista da Graça – Campina Grande/PB

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1 Comentário

  1. O caso é o de sempre, boca fala o que quer- mas assume-se as consequências do que fala. A despeito disso temos o recente caso clássico da lei da volta que achou ovcakcanhar de outro sofista e ex-jornalista Marcelo Rezende que plantou o que ñ devia e colheu o que ñ quis. Assim, resta claro, é óbvio, que mais um falastrão terá em sua conta de crédito da vida o saldo devedor a pagar, de idem modo, pois ao generalizar tropeçou na mesma pedra que o finado recente (zd). A saber é claro que a pedra é Jesus, e impossível é que se tropece nela sem que a queda seja a única alternativa legal e de direito justo para o vítima boca larga em apreço.
    Como todos souberam do final do finado, sem margem de erro saberão do próximo evento nos bastidores da veja, ou exame, onde o pé tropeçou.

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